domingo, 19 de fevereiro de 2012

Homens de Solas de Vento / Clip

O circo






Do mesmo autor de Asteca e o Viajante

dica de Verônica Tamaoki

Quem gosta de romances de aventura vai se esbaldar com O Circo. Quem gosta de circo, também. Eu, que gosto dos dois, me esbaldei com a aventura romanesca do Circo Florilégio Florescente das Maravilhas de Florian, no século XIX, primeiro no sul dos Estados Unidos pós-guerra, depois, nas cortes européias, passando pelo império do czar russo e chegando a uma Paris prestes a ser sitiada. E aprendi muito sobre as técnicas utilizadas, os segredos e costumes do circo. A parte relativa aos animais foi para mim uma revelação; aprendi, por exemplo, como proceder para que um bando de pombos pouse sobre os ombros de uma artistas, como entrar na jaula de um leão e, ao contrário do que se propaga nos dias de hoje, o quanto pode ser amorosa a relação entre homens e animais dentro de um circo.

Personagens inesquecíveis como a velha cigana vidente Magpie Maggie, o sórdido anão Tim Trim, o horripilante Kotschei e sua amada, a princesa Raisa Yusupova, a bela Autumm, condenada a uma triste sina, o gigante Yount, a imperatriz austríaca Elizabeth, e o adorável Florian, diretor do circo que leva o seu nome, que sob a aparência de um charlatão nos revela ao longo do romance uma alma de princípe.

O Autor
Gary Jennings nasceu no estado da Virgínia, em 1928. Depois de servir como soldado jornalista na Guerra da Coréia, quando recebeu a Cruz de Bronze, estabeleceu-se em Nova York onde trabalhou no mercado publicitário e escreveu diversos livros infantis. Desejando tornar-se escritor profissional, partiu para San Miguel de Allende, no México, onde apaixonou-se pela cultura asteca que estudou por mais de doze anos. De volta aos EUA, no final dos anos 70, Jennings passou dois anos escrevendo Orgulho Asteca, que foi considerado um dos melhores romances da década de 80 e um grande best-seller. Além de muitos outros livros publicados, o autor deu prosseguimento à trilogia sobre o povo asteca com Outono Asteca e Holocausto Asteca. Escritor prolífico, cujos livros não raramente alcançavam 500.000 palavras, Gary Jennings morreu em Nova Jersey, em 1999.
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