segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

CaIOFernanDOAbreU.palavrasmisturadascomsensações

"Fico vivendo uma vida toda pra dentro, lendo, escrevendo, ouvindo música o tempo todo.Uma pressa, uma urgência. E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça.Meu coração tá ferido de amar errado.Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos.Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguémMas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar."

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

KOKOMOO

"My name is Yan Wei.
I was born on 26th March,1981.
Drawing and painting has been an enjoyable hobby of mine ever since I was a small child and because of this I had always wanted to further my artistic skills and knowledge at an academic institution. When the time came I decided to study Graphic Design at Tsing Hua University in Beijing and graduating with my Bachelor Degree in 2003. "

sábado, 6 de dezembro de 2008

sábado, 29 de novembro de 2008

Deserto.

Para morrer em Berlim.

Eu estava divida, em duas,
voltei correndo pro meio da rua,
você já tinha sa-í-do.

Era tarde, já não tinha volta.
Tudo estava desabando, e eu não entendia como as luzes de Berlim se apagavam aos poucos.
Ah, se nada tivesse ganhado forma,
se eu conseguisse aceitar a não-estrutura das coisas,
eu simplesmente seria,
e você simplesmente não mentira,
só me diria tudo.
Tudo estava renovando, e eu não entendia como podia permanecer tão velha em Berlim.

Eu quero voltar, Eu quero tudo de volta!
Eu quero nunca ter saído daquela porta!
mas já foi...

Berlim agora está sem muros, eu estou sem lugar para me segurar.
E a gente nem pode trocar palavras,
somos disconhecidos,
E a gente nem pode trocar de roupas,
passamos dispercebidos.

Para morrer em Berlim, basta aceitar que o mundo passou e a gente tentou segurar alguma coisa que já escapava das mãos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

só pra lançar uma idéia...

Pegue uma foto de polaróide da net,
faça um sticker,
cole na cidade e
deixe uma mensagem

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

bom.ban.do

Livro Digital de Poesia Visual Contra a Violência de Gênero


Página 111


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Tentativa de fazer auto-retrato com a escrita.

Traços Finos,Cores fortes,Pouca sombra,
Muito rabiscado.
-Passa uma camada espessa de tinta!
- Tira!
Lava com água e o papel que nem gato,
faz uma curva escapando e criando coluna,
-Refaz aquele nariz!
-O cabelo tem volume!
O carvão na mão, até ficar muito escuro,
suja rosto, suja chão, suja tudo!
Fazer retrato no traço da ponta do lápis me deixa na dúvida,
Forma um corpo poroso de palavras juntas.
Na busca, invento outro código
e faço desenho.

Poema pra me Freiar.

Eu escrevo,
E você escuta,
Passo os dedos entre seus cabelos,
apertando-os forte sobre sua nuca.

Dedilho de leve seu corpo
Faço da linha da coluna
um braço pra tirar melodias.

Eu esculpo
E você se escolta,
Me passa a perna antes,
liga depois de um lugar distante.
Não diz que quer, mas também não deixa pra lá.

Passo os dedos no meu rosto,
Aperto forte meu peito.
Dedico-lhe este esboço,
Prum primeiro, meu corpo.
Faço de mim vadia.
Eu escrevo,
E você escuta,
Passo os dedos entre seus cabelos,
apertando-os forte sobre sua nuca.

Dedilho de leve seu corpo
Faço da linha da coluna
um braço pra tirar melodias.

Eu esculpo
E você se escolta,
Me passa a perna antes,
liga depois de um lugar distante.
Não diz que quer, mas também não deixa pra lá.

Passo os dedos no meu rosto,
Aperto forte meu peito.
Dedico-lhe este esboço,
Prum primeiro, meu corpo.
Faço de mim vazia.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vai durmir Dally, vai.



Nada como ficar um pouco na sua ilha;
Ir para um barzinho, encontrar uma amiga....falar da vida...
Balançar os braços, falar um pouco alto.
Rir, lembrar, falar de ex, de tarot, de ninguém, de alguém.
Isso tudo até você começar a achar estranho os olhares alheios, daqueles que são fregueses do chalé.
É, até o garçon ficou encarnando na gente "duas meninas bonitas" fumando cigarro.
Mas eu sabia, tinha certeza, tudo foi confirmado.

"Mandaram pra você"

Bilhetinho.
Eu não quero abrir, sei que foi o tiozão que escreveu seu número de telefone.
"Adilson + numero de celular".

Eu saio logo, não quero um homem maduro, meus tamancos holandeses vermelhos de verniz realmente fizeram sucesso.Pena que voltei pra casa.
Vai durmir Dally,vai.

Quem tem medo de palhaço?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

She without arm, he without leg - ballet - Hand in Hand

Witkin, Joel-Peter

[1990.gif]

"Nascido em 1939 em New York, EUA, Joel-Peter Witkin ficou conhecido por seu trabalho fotográfico marcante, misturando corpos defeituosos com símbolos sado-masoquistas, pedaços de cadáveres com ícones religiosos, tudo completado por um acabamento artesanal que transforma cada foto em peça única. Witkin começou a fotografar aos dezessete anos, quando resolveu fazer o retrato de um rabino que afirmava ter visto e conversado com Deus. Com pai judeu ortodoxo e mãe católica, a temática religiosa sempre esteve presente para Witkin. Depois do rabino visionário, foi fotografar um hermafrodita num circo de horrores de Coney Island. A fascinação foi tanta que ali ocorreu também sua primeira experiência sexual, que, evidentemente, deixaria marcas na sua obra. As referências aos clássicos da pintura estão sempre presentes nas fotos de Witkin. Ele estudou a fundo a arte religiosa, com ênfase em Giotto, e também simbolistas como Gustav Klimt e Alfred Kubin. Quando chegou a época de se alistar no exército, Witkin recebeu a missão de documentar fotograficamente as mortes acidentais ocorridas em treinamentos militares. "Cheguei a endurecer-me de tal forma em relação á morte que me alistei como fotógrafo no Vietnam. Depois de receber treinamento especial, enquanto esperava ser chamado para o front, tentei suicidar-me." Afastado do exército, voltou à fotografia artística, formando-se Master of Arts pela Universidade do Novo México em 1976. Quando fez sua primeira exposição individual em 1980, em New York, transformou-se imediatamente em foco de atenção. Por um lado, recebeu elogios extremados pela profundidade temática de sua obra, calcada nos temas da dor e da morte e escorada por referências clássicas. Por outro, foi atacado como sensacionalista, despudorado, blasfemo e outros adjetivos menos respeitáveis. O trabalho de Witkin é detalhista. Cada foto começa como um esboço rabiscado no papel, passa por uma difícil etapa de produção, quando os modelos e os objetos de cena são procurados, entra por uma meticulosa sessão no estúdio, e passa muitas horas no laboratório de pós-produção, com manipulação direta sobre o negativo, propositadamente maltratado com agentes químicos e ação física. "

ctrlc+ctrlV: http://oseculoprodigioso.blogspot.com/2007/05/witkin-joel-peter-fotografia.html

From the Limb - Five Open Mouths - Lisa Bufano

Lisa Bufano

Somos amputados, mesmo com pés e braços.

Inicio hoje minhas pesquisas sobre os corpos amputados.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sempre conservei uma aspa à esquerda e à direita de mim.

Eu sou mais forte do que eu."Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito."O que eu sinto eu não ajo.O que ajo não penso.O que penso não sinto.Do que sei sou ignorante.Do que sinto não ignoro.Não me entendo e ajo como se entendesse."Inútil querer me classificar,eu simplesmente escapulo não deixando. Gênero não me pega mais."Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato,a questão é...Ou toca, ou não toca .
"Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma."
(...) O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.

Melingo : Narigon

Muito bom!
Melingo é demais!

BEIRUT - In the Mausoleum

"Time travels to mourn
Your secret life
In your mausoleum

And Berlin is
So ugly in the morning light
But with them, it can be so bright"

sábado, 8 de novembro de 2008

TODA FEITA - O corpo e o gênero das travestis

Sugestão de Leitura
Marcos Benedetti
Coleção sexualidade, genero e sociedade.
Editora Garamond Universitária


"Entre as diversas transformações que caracterizaram a cultura democrática no Brasil dos anos 90, um novo ator surgiu no cenário político: as travestis. Na esteira de movimentos sociais, como o de gays e lésbicas, negros, pessoas vivendo com HIV/AIDS, prostitutas, mas também dos questionamentos sobre gênero propostos pelo feminismo, as travestis passaram a se organizar coletivamente e projetar no meio social uma série de interesses políticos próprios, além da afirmação de uma identidade social – nem gay, nem homem, nem mulher, nem transexual – mas sim travesti.Benedetti analisa estas recentes transformações na realidade travesti, sem esquecer o cotidiano de dificuldades enfrentadas por essa população. Mediante de uma cuidadosa etnografia, realizada no auge das administrações municipais populares de Porto Alegre, o autor nos convida para um passeio pelas esquinas e ruas, dias e noites, onde as travestis gaúchas vivenciam suas batalhas e lutas, seus amores, suas reivindicações e anseios. O texto de Benedetti, ao mesmo tempo em que denuncia a arbitrariedade e os processos de estigmatização, também registra, com humor e cumplicidade, a reação e a mudança – seguramente constitui uma preciosa referência para compreendermos a diversidade de comunidades e identidades sexuais presentes na vida social brasileira.Veriano Terto Jr.Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA)
Sobre o Autor
Marcos Renato Benedetti é mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente cursa o doutorado na mesma instituição, onde é pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Antropologia do Corpo e da Saúde (NUPACS), dedicando-se às temáticas da saúde, sexualidade, gênero e corpo. É ativista na luta contra a Aids e atua como consultor em projetos de cooperação internacional nessa área.
14x21cm, 144 páginas, ISBN 85-7617-073-6 "

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Do.bra.diç.a

Abaixa.
levanta.
Dobra as pernas.
Cabeça.
1,2.
Estica braço.
Cotovelo.
1,2.
repete 3X.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pra quem sempre leva um caderninho...

achei alguns na net que me deixaram de cara!


Notas sobre a pós-modernidade.




Andava na rua, correndo, com pressa,os passos já curtos prenssavam minha bunda, que até ficara empinada.
Um homem passou por mim e parou-me.Num movimento preciso, seus olhos denunciaram:
ele se encontrou consigo.
Já de supetão, enchi o peito e disse de vez:
- 3 graus de miopia, estria na coxa, fumante passiva, 2 ou 3 varejos por dia, gordura abdominal, maníaco depressiva, comedora compulsiva, gosto de chupar dedão do pé e fazer sexo de meia. Tenho constantes frieiras e possível candidata a cancêr de uretra.
O homem não mudou a expressão, a sua certeza dava-se pela incerteza de haver algum acerto.
-Fique tranquila, sou um pós-moderno.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sophie Calle

SCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSCSC

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Ana C.

TODA MULHER
a coisa que mais o preocupava naquele momento era estudo de mulher
toda mulher dos quinze aos dezoito.
Não sou mais mulher. Ela quer o sujeito. Coleciona histórias de amor.

Na escrita do Nome Próprio.


-Como você chama?

-É Dally.

-AHMmmmmmmm?

-Dá-lí

-Nossa, que nome difícil menina.

-E que que o senhor quer que eu faça?MUDE?

-É, tem que mudar isso, tá muito complicado esse aí.

Tango Em Copacabana

2008

Cãmera: Marcelle Sampaio
Música: Daniel Melingo -Angurrienta
http://www.danielmelingo.com/
Tango em Copacabana

Jogo de cintura,
perna e quadril.
Eu troco de pernas,
de pares.
Eu paro.
Cardeal Arco Verde:
Abre e Fecha sinal.

Jogo de cintura,
de perna e quadril.
Ele troca de esquina,
de menina.
Eu passo.

Siqueira Campos:
mercado de pulgas,
esmalte vermelho,
calcinha rendada,
bundas.
Arrisco um passo,
mesmo que falso.
Um tango em Copacabana,
azar o meu.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Eu me recomendo.

Meu interesse em mover e pesquisar o corpo é muito relacionado a uma inquietação que não está nos limites nem da faculdade nem do mundo "sério" do emprego, do compromisso-contrato. Meu interesse é conseguir ter prazer para sempre em estar em contato com a arte, a cultura e as pessoas, aliás, a vida é mais ou menos isso.
Desde nova me movo, era ballet, natação, teatro, judô, jazz, ginástica ritmica, dança do ventre, kung fu, boxe tailandês.Pausa.Vestibular.Power yoga,dança contemporânea, dança aérea, agora circo e ashtanga yoga.UFA!
Não,não.Não sou uma profissional de nada disso, mas tudo isso não coube num corpo, nem tão pequeno nem grande, diria mediano.Um corpo que vai se moldando e procurando se encaixar, mas está sempre se sentindo de fora. Mas sabia que prefiro viver nas bordas? Eu gosto da linha, do limite, da barreira EU PREFIRO A ZONA DE FRONTEIRA! mas depois eu admito baixinho, que estudo na uff,num curso de comunicação, eu até passei pra uerj, no curso de artes, mas nao tive "culhões",me desculpe o palavrão, eu faço pesquisa também, e um estágio na maison.
Meu interesse em mover e pesquisar o corpo é entrar no seu grupo pra tentar bater um papo, fazer uns atos, sou uma figura interessada e não tem muito mais nada além do que o simples desejo de inventar um tanto, fugir do cotidiano e me encontrar nos cantos.
Grande abraço!Dally.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Imagem-poema para Frida Kahlo


Poema de Frida Kahlo

Quem diria que as manchas
vivem e ajudam a viver?
Tinta, sangue e cheiro.
Não sei que tinta usar
qual delas gostaria de deixar desse modo
o seu vestígio. Respeito-lhes
a vontade e farei tudo
o que puder para escapar
do meu próprio mundo.
mundos cobertos de tinta terra livre
e minha. sóis distantes
que me chamam porque
faço parte de seus núcleos.
Tolices.
O que eu poderia fazer
sem o absurdo e sem o efêmero?
1953 há muitos anos compreendo
o materialismo dialético.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

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