quinta-feira, 25 de setembro de 2008

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UM MANTRA MODERNO PARA OCUPAR A MENTE DOS AMORES EFEMEROS
QUE PASSAM CORRENDO E TE DEIXAM NA MERDA!

Eu insisto em escrever. Agora já perdeu a validade esses dois aqui, ficam pro momento que não rolou, de deitar ao seu lado pra conta-los:

"Conversa de F. e N.

O membro mole me move desejos,
Se dura fica, tomo-o nas mãos
Abocanho-o logo.
Jorra mais que um jato.
Branco, viscoso.Sinto asco.
-Jato de porra!
-Dentro da boca!
Porra de jato!
Fez-te um filho, ingrato!"

Sem titulo.

"Corpo levado ao extremo estado de leveza.
Nas mãos de um semi-deus vejo o capeta.
Com seu sorriso de canto de boca, sedutor como um filho da puta.
Da pura vontade lascíva de penetrar uma vulva.
Sente uma pelúcia,
Um veludo vermelho inchado.
Eu chamo-o coração,
Ele, útero socado."

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

As cartas não param de chegar. Elas retornam abertas, desconfio que foram lidas, certifico-me que não foram nada.

A escrita de ontem:

Só de chegar notei o tempo.
seu rosto inchou,
você fedia,
seus olhos inchados
nem mais me notavam.
Seu ar revolucionário mais me parecia estacionário.

De repente, eu morri primeiro e nem notei,
e por isso me senti demais quando bati na sua porta.
-Que diabos faz aqui?
-Apostei na sorte do azar, custou só 5 reais, já foi.

Se eu discasse de novo, será que cairia na sua labia?
Se eu ficasse mais, será que cairia na sua casa?

Fui embora, com o peito cheio de coisas pra serem ditas, fechei os olhos:
Voltei lá te abracei muito,
muitos beijos,
a gente caiu no chão,
já segurava seu membro,
ele já estava quase dentro.

Abri os olhos, entrei no metrô e liguei pra outra pessoa.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

sábado, 6 de setembro de 2008

Outras perspectivas, novos olhares, múltiplas realidades.



Uma vista de cima abre a cena. O narrador nos situa e tudo começa a perder o sentido ao ponto que nos aproximamos. A “ausência” do cenário que estamos habituados a ver no cinema causa certo desconforto, tudo parece meio teatro, e de fato é. Mas também é cinema. A câmera que percorre toda narrativa se movimenta, às vezes parece que estamos ali, os closes são muito próximos, os ângulos são muito diferentes, ampliamos o campo de visão não só da tela, mas da realidade.
Tudo em Dogville nos retoma a uma experiência puramente teatral da imaginação. As coisas não estão dadas, todas elas são signos e remetem a um sentido importante para aquela imagem. A palavra também está presente, ela marca, ela remete, mas mais do que isso, ela cria imagens. E nesse processo de materialização do imaterial as próprias palavras dos personagens parecem que ganham corpo.
Os personagens estão quase sempre com o mesmo figurino, não que esse não tenha seu significado, pelo contrário ele é usado como parte essencial do filme, e não como elemento decorativo de um personagem. É como se as ações do ator fossem realçadas e aquele figurino marcasse suas características, mas sua atuação é que está em cena. Toda vez que um personagem vai abrir uma porta que ali não está, podemos pensar: Ele vai esquecer e vai se revelar como ficcional. Mas esse pacto da realidade X ficcionalidade não é quebrado, e ficamos os 177 minutos vidrados na tela.
Essa realidade que se mostra como ficção é uma característica muito teatral que foi se perdendo no cinema ao ponto que as tecnologias foram se desenvolvendo e proporcionando uma ficção perfeita, assim como o que chamamos de realidade. É interessante notar que esse filme nos propõe duvidar de nossa realidade, de exercermos um olhar mais facetado que possa fugir das dicotomias reducionistas do nosso cotidiano. Essa prática leva ao pensamento, e foge dos dogmas morais e visuais que estamos imersos e muitas vezes nem reparamos.
É na ausência da coisa que temos a sua presença. Assistir Dogville é fazer o exercício da imaginação, o espectador sai do seu lugar “passivo”, sai da imersão da sala escura para uma nova janela, que propõe que aquela narrativa se dá na relação de quem vê com o que é mostrado.

Cartas para Frio.

"Frio,
agora te invento. Consegui me aproximar de tí, agora t´invejo.
Você livre, longe,lento
Eu presa, precisa, prolixa
Frio,
não sei se nos veremos.Você se esconde atrás de peles negras.
Eu me resguardo na pele preenchida.
De repente quero um dia sentir minha pele na tua.
Não t´mudo, tãopouco quero.
Quero- te frio!
Quero-te denso.
Quero beijar seu lábio usado."

"Segue o versinho: Te desejo sujando minha pele, sua boca escorrega no bico do meu peito e morde devagar.Odeio seu jeito cafajeste e por isso mordo sua orelha no lóbulo mais molinho. Te risco, te lasco um pedaço. Você não vai ligar.Se desfaz em camadas nas noites inúmeras que deita nas camas, das diversas meninas, que cruzam sua linha."

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

PErformance de AnaMontenegro no OiFuturo.

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Corpo nu na sala branca, como sua pele.
Ela entra, cabeça baixa, cabelos ao rosto, corpo frágil.
Nua.Está nua.
(pausa)
Penso, penso,penso. Não abomino sua nudez, ela me conforta.
É uma nudez tímida, daquele que se sente nu. Ela está nua porque olham para ela.
O Backlight diz: não fique para trás, você já pode adquirir aquele novo produto.
Ela fica para trás. Lenta.Lenta.
Nossos olhos se mexem rápidos, ela Lenta.
Nossa mente se mexe rápido, ela Lenta.
Ela nos cansa.
Muitos saem.
Outros se perdem nos próprios pensamentos.
Ela está nua, mas sua caminhada é despercebida.

Evento: Performance Presente Futuro no Oi Futuro RJ
Desenho:
Joe Sorren
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