sábado, 29 de novembro de 2008

Deserto.

Para morrer em Berlim.

Eu estava divida, em duas,
voltei correndo pro meio da rua,
você já tinha sa-í-do.

Era tarde, já não tinha volta.
Tudo estava desabando, e eu não entendia como as luzes de Berlim se apagavam aos poucos.
Ah, se nada tivesse ganhado forma,
se eu conseguisse aceitar a não-estrutura das coisas,
eu simplesmente seria,
e você simplesmente não mentira,
só me diria tudo.
Tudo estava renovando, e eu não entendia como podia permanecer tão velha em Berlim.

Eu quero voltar, Eu quero tudo de volta!
Eu quero nunca ter saído daquela porta!
mas já foi...

Berlim agora está sem muros, eu estou sem lugar para me segurar.
E a gente nem pode trocar palavras,
somos disconhecidos,
E a gente nem pode trocar de roupas,
passamos dispercebidos.

Para morrer em Berlim, basta aceitar que o mundo passou e a gente tentou segurar alguma coisa que já escapava das mãos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

só pra lançar uma idéia...

Pegue uma foto de polaróide da net,
faça um sticker,
cole na cidade e
deixe uma mensagem

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

bom.ban.do

Livro Digital de Poesia Visual Contra a Violência de Gênero


Página 111


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Tentativa de fazer auto-retrato com a escrita.

Traços Finos,Cores fortes,Pouca sombra,
Muito rabiscado.
-Passa uma camada espessa de tinta!
- Tira!
Lava com água e o papel que nem gato,
faz uma curva escapando e criando coluna,
-Refaz aquele nariz!
-O cabelo tem volume!
O carvão na mão, até ficar muito escuro,
suja rosto, suja chão, suja tudo!
Fazer retrato no traço da ponta do lápis me deixa na dúvida,
Forma um corpo poroso de palavras juntas.
Na busca, invento outro código
e faço desenho.

Poema pra me Freiar.

Eu escrevo,
E você escuta,
Passo os dedos entre seus cabelos,
apertando-os forte sobre sua nuca.

Dedilho de leve seu corpo
Faço da linha da coluna
um braço pra tirar melodias.

Eu esculpo
E você se escolta,
Me passa a perna antes,
liga depois de um lugar distante.
Não diz que quer, mas também não deixa pra lá.

Passo os dedos no meu rosto,
Aperto forte meu peito.
Dedico-lhe este esboço,
Prum primeiro, meu corpo.
Faço de mim vadia.
Eu escrevo,
E você escuta,
Passo os dedos entre seus cabelos,
apertando-os forte sobre sua nuca.

Dedilho de leve seu corpo
Faço da linha da coluna
um braço pra tirar melodias.

Eu esculpo
E você se escolta,
Me passa a perna antes,
liga depois de um lugar distante.
Não diz que quer, mas também não deixa pra lá.

Passo os dedos no meu rosto,
Aperto forte meu peito.
Dedico-lhe este esboço,
Prum primeiro, meu corpo.
Faço de mim vazia.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vai durmir Dally, vai.



Nada como ficar um pouco na sua ilha;
Ir para um barzinho, encontrar uma amiga....falar da vida...
Balançar os braços, falar um pouco alto.
Rir, lembrar, falar de ex, de tarot, de ninguém, de alguém.
Isso tudo até você começar a achar estranho os olhares alheios, daqueles que são fregueses do chalé.
É, até o garçon ficou encarnando na gente "duas meninas bonitas" fumando cigarro.
Mas eu sabia, tinha certeza, tudo foi confirmado.

"Mandaram pra você"

Bilhetinho.
Eu não quero abrir, sei que foi o tiozão que escreveu seu número de telefone.
"Adilson + numero de celular".

Eu saio logo, não quero um homem maduro, meus tamancos holandeses vermelhos de verniz realmente fizeram sucesso.Pena que voltei pra casa.
Vai durmir Dally,vai.

Quem tem medo de palhaço?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

She without arm, he without leg - ballet - Hand in Hand

Witkin, Joel-Peter

[1990.gif]

"Nascido em 1939 em New York, EUA, Joel-Peter Witkin ficou conhecido por seu trabalho fotográfico marcante, misturando corpos defeituosos com símbolos sado-masoquistas, pedaços de cadáveres com ícones religiosos, tudo completado por um acabamento artesanal que transforma cada foto em peça única. Witkin começou a fotografar aos dezessete anos, quando resolveu fazer o retrato de um rabino que afirmava ter visto e conversado com Deus. Com pai judeu ortodoxo e mãe católica, a temática religiosa sempre esteve presente para Witkin. Depois do rabino visionário, foi fotografar um hermafrodita num circo de horrores de Coney Island. A fascinação foi tanta que ali ocorreu também sua primeira experiência sexual, que, evidentemente, deixaria marcas na sua obra. As referências aos clássicos da pintura estão sempre presentes nas fotos de Witkin. Ele estudou a fundo a arte religiosa, com ênfase em Giotto, e também simbolistas como Gustav Klimt e Alfred Kubin. Quando chegou a época de se alistar no exército, Witkin recebeu a missão de documentar fotograficamente as mortes acidentais ocorridas em treinamentos militares. "Cheguei a endurecer-me de tal forma em relação á morte que me alistei como fotógrafo no Vietnam. Depois de receber treinamento especial, enquanto esperava ser chamado para o front, tentei suicidar-me." Afastado do exército, voltou à fotografia artística, formando-se Master of Arts pela Universidade do Novo México em 1976. Quando fez sua primeira exposição individual em 1980, em New York, transformou-se imediatamente em foco de atenção. Por um lado, recebeu elogios extremados pela profundidade temática de sua obra, calcada nos temas da dor e da morte e escorada por referências clássicas. Por outro, foi atacado como sensacionalista, despudorado, blasfemo e outros adjetivos menos respeitáveis. O trabalho de Witkin é detalhista. Cada foto começa como um esboço rabiscado no papel, passa por uma difícil etapa de produção, quando os modelos e os objetos de cena são procurados, entra por uma meticulosa sessão no estúdio, e passa muitas horas no laboratório de pós-produção, com manipulação direta sobre o negativo, propositadamente maltratado com agentes químicos e ação física. "

ctrlc+ctrlV: http://oseculoprodigioso.blogspot.com/2007/05/witkin-joel-peter-fotografia.html

From the Limb - Five Open Mouths - Lisa Bufano

Lisa Bufano

Somos amputados, mesmo com pés e braços.

Inicio hoje minhas pesquisas sobre os corpos amputados.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sempre conservei uma aspa à esquerda e à direita de mim.

Eu sou mais forte do que eu."Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito."O que eu sinto eu não ajo.O que ajo não penso.O que penso não sinto.Do que sei sou ignorante.Do que sinto não ignoro.Não me entendo e ajo como se entendesse."Inútil querer me classificar,eu simplesmente escapulo não deixando. Gênero não me pega mais."Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato,a questão é...Ou toca, ou não toca .
"Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma."
(...) O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.

Melingo : Narigon

Muito bom!
Melingo é demais!

BEIRUT - In the Mausoleum

"Time travels to mourn
Your secret life
In your mausoleum

And Berlin is
So ugly in the morning light
But with them, it can be so bright"

sábado, 8 de novembro de 2008

TODA FEITA - O corpo e o gênero das travestis

Sugestão de Leitura
Marcos Benedetti
Coleção sexualidade, genero e sociedade.
Editora Garamond Universitária


"Entre as diversas transformações que caracterizaram a cultura democrática no Brasil dos anos 90, um novo ator surgiu no cenário político: as travestis. Na esteira de movimentos sociais, como o de gays e lésbicas, negros, pessoas vivendo com HIV/AIDS, prostitutas, mas também dos questionamentos sobre gênero propostos pelo feminismo, as travestis passaram a se organizar coletivamente e projetar no meio social uma série de interesses políticos próprios, além da afirmação de uma identidade social – nem gay, nem homem, nem mulher, nem transexual – mas sim travesti.Benedetti analisa estas recentes transformações na realidade travesti, sem esquecer o cotidiano de dificuldades enfrentadas por essa população. Mediante de uma cuidadosa etnografia, realizada no auge das administrações municipais populares de Porto Alegre, o autor nos convida para um passeio pelas esquinas e ruas, dias e noites, onde as travestis gaúchas vivenciam suas batalhas e lutas, seus amores, suas reivindicações e anseios. O texto de Benedetti, ao mesmo tempo em que denuncia a arbitrariedade e os processos de estigmatização, também registra, com humor e cumplicidade, a reação e a mudança – seguramente constitui uma preciosa referência para compreendermos a diversidade de comunidades e identidades sexuais presentes na vida social brasileira.Veriano Terto Jr.Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA)
Sobre o Autor
Marcos Renato Benedetti é mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente cursa o doutorado na mesma instituição, onde é pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Antropologia do Corpo e da Saúde (NUPACS), dedicando-se às temáticas da saúde, sexualidade, gênero e corpo. É ativista na luta contra a Aids e atua como consultor em projetos de cooperação internacional nessa área.
14x21cm, 144 páginas, ISBN 85-7617-073-6 "

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Do.bra.diç.a

Abaixa.
levanta.
Dobra as pernas.
Cabeça.
1,2.
Estica braço.
Cotovelo.
1,2.
repete 3X.
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