quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Algumas coisas na net.



Vídeo em destaque no Movimiento.org

Textinho no Blog do Cartes-UERJ.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um apelo (público?).



apelo appeal, petition, plea استئناف žádost appel Aufruf έκκληση llamamiento vetoomus appel apel appello 懇願 간청 liefdadigheidsactie anmodning apel обращение vädjan คำขอร้อง rica sự thỉnh cầu 请求subst m apelo [ɐ'pelu]
1 chamamento appel
Ele fez um apelo aos governantes. Il a lancé un appel aux gouvernants.
2 pedido de auxílio appel
um apelo lancinante un appel déchirant
3 recurso de uma sentença
appel Ele fez um apelo ao Supremo Tribunal.

É muito triste se deparar com as técnicas utilizadas, cada vez mais, nos vestibulares para excluir alunos do acesso às universidades públicas.
Se não bastasse o valor das inscrições, e a dificuldade burocrática da isenção desta taxa, ainda temos que fingir que o vestibular é um processo democrático e includente, enquanto a maioria dos indivíduos acabam pagando para conseguir cursar o 3o grau. (Quiça os que conseguem completar o segundo e primeio).
São muitos que não conseguem atingir a média necessária, são muitos os que não tem nenhuma condição de acompanhar a enxurrada de informações que engolimos(?) cotidianamente. E são essas informações que estarão lá, na prova, para além de uma matéria nos méritos clássicos.
Hoje em dia o que mais se fala é "medir o raciocínio", para além desse "conhecimento", é analisar a performance, o potencial criativo, o acúmulo informacional, e aí que devemos criticar o modelo de formação que os alunos, muito principalmente da rede pública recebem. Os moldes de escola que temos hoje estão completamente desfavoráveis, uma vez que a mídia corre na frente como carro chefe da educação.
O próprio sentido da palavra educação está em trasformação, e não podemos descartar a mídia como um veículo educacional, a questão em sí, é claro, uma questão de conteúdo e de veiculação. Mas além dela, ainda existe toda uma questão pedagógica a ser discutida, ainda mais se tratando de uma "performance de raciocínio". A pedagogia não pode ser substituida por um gerenciamente de alunos. Não podemos excluir da formação o caráter humanista, que a universidade deve ser um lugar para pensamento, crítica, convívio social, embates de idéias, experiências no âmbito da cultura e da ciência, assim como um lugar de formação de indivíduos, das demais classes sociais.
Mas sem a possibilidade de ingresso, com as universidades cada vez mais se tornando engrenagens empresariais, com a desmobilização contemporanea dos sujeitos, simplesmente é impossível combater esse tipo de educação que estamos construindo, que mais parece um produto a ser consumido. A educação, claro, não está somente nas escolas e universidades, mas é indispensável hoje, com a necessidade de trabalhar para sobreviver, ter no mínimo acesso a escola. Estamos sendo ambiciosos, ou quem sabe "democráticos", querendo o acesso a universidade.
Este apelo é realmente uma tentativa de compreender tantas tecnicas de eliminação nos vestibulares, tanta seleção, pequenas pegadinhas e táticas para impedir o candidato a entrar em uma das pouquíssimas vagas que ele ainda tem(?) direito. E também tentar colocar em foco a discussão sobre a educação de base, que sempre é mascarada. Uma das mais novas máscaras é esse processo seletivo através do ENEM. Acreditar que a unificação de muitos vestibulares através do ENEM é algo facilitador, ou mais includente, não me parece uma possível solução para a educação, nem para formação, muito menos para o maior acesso a universidade.

Só algumas lembranças!!

-Alunos de rede pública não tem aulas de filosofia!
-Os vestibulandos ainda são eliminados por zerar algumas provas.
-Muitos alunos não tem acesso fácil a internet para realizarem inscriçoes, impressões que são cada vez mais necessárias.
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